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Desde o mês de março, a pandemia pelo novo coronavírus exigiu de muitos, a capacidade de se reinventar profissionalmente. Para os professores da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), não foi diferente. Após anos de exercício profissional, com contato pessoal "olho no olho" dos alunos semanalmente, as aulas passaram a ter que ser virtuais. Não só as aulas, mas, até mesmo, reuniões e simples conversas para tomadas de decisão com a chefia. Centenas de alunos dos projetos socioesportivos da SEL passaram a receber propostas de aulas por Whatsapp e Instagram (@esportelazerpjf).

O professor do "JF Esporte e Cidadania" e do "JF Lazer", Luiz Letayf, não tinha afinidade com computador e com celular: "As primeiras reuniões para montar as aulas remotas foram muito difíceis. Eu ouvia termos desconhecidos para mim, como, link, podcast, power point. Tentava entender e participar, mas não conseguia. Fiquei com muita vergonha, pois a maioria dos colegas dominava o assunto. Tomei iniciativa e estou ´virando o jogo`. Contratei uma professora que vai na minha casa duas vezes por semana. Hoje, já faço a ata da reunião. Também já aprendi a postar na plataforma e consigo perceber minha evolução. Agradeço muito aos colegas pela paciência e competência."

Para a professora Rita Silva, do "JF Esporte e Cidadania", a pandemia causou modificações profundas nas relações de trabalho, lazer, saúde, educação, segurança, assim como nas relações do sujeito com seu corpo: "Nós, professores, precisamos nos reinventar enquanto profissionais para conseguir aproximação e continuação mínima das atividades junto aos nossos alunos. As linguagens corporais e de contato, como o abraço, o toque da correção de exercícios, a expressão motivadora de movimentos ampliados, de repente precisaram caber na palma das mãos por meio da tecnologia e do mundo virtual. Como num passe de mágica, foi preciso ressignificar tudo o que sempre desenvolvemos e sem uma formação prévia, criando novas pontes de comunicação que fossem eficientes para levar aos nossos alunos o conhecimento a que estávamos propondo. Contudo, buscamos diálogos, parcerias, informações, juntos, porém separados, em infinitas reuniões virtuais. Crescemos, amadurecemos acredito que uns cinquenta anos em dez meses. Mas estamos superando positivamente este momento tão singular. No final nos tornamos mais humanos que profissionais."

Segundo a professora dos Programas "JF Esporte e Cidadania" e "JF Paralímpico", Giselle Muniz, "estamos passando pelo maior desafio das nossas carreiras. O processo de ensino se transformou. As formas habituais precisaram ser revistas. O planejamento pedagógico foi modificado para encontrar alternativas para motivar, envolver e desenvolver os alunos. Talvez a maior perda tenha sido a relação de carinho entre professores e alunos e entre os colegas da turma. O acolhimento e as relações interpessoais sempre foram norteadoras da atuação profissional. Aplicativos, câmeras, celulares, edição de vídeos, áudio, legendas, áudio descrição. Quantas novas ferramentas e quanta criatividade precisamos desenvolver".

Já, o professor Romero Lisboa, também do "JF Esporte e Cidadania", jamais imaginou que poderia dar aulas por vídeos: "A gente via, já pesquisava, mas nunca me imaginei fazendo isso. Meu filho e sobrinho foram meus parceiros, eles gravaram os vídeos comigo e me ajudaram na produção e edição, pois eu não entendo de tecnologia e ela é fundamental. Acompanhando esse processo, descobri que meu filho tem grandes habilidades na tecnologia, e eu nem sabia. Senti muita falta dos meus alunos, mas aprendi muito nesse período, coisas que vou levar para sempre".

Diante disso, para a supervisora de política social de esporte e lazer, Luciane Ribas, foi um período de superação e aprendizado, neste novo modo de liderar e coordenar as ações e os professores: "Desafiante mesmo foi ter que lidar com as emoções à distância. O toque e o olhar fizeram muita falta. Mas vamos superar, com a graça de Deus e a confiança na ciência. Daqui a pouco voltamos ao normal." A secretária de Esporte e Lazer, Leila Cláudia Machado enfatiza, "são nos momentos difíceis que somos desafiados a fazer o que nem nós sabíamos que seríamos capazes."

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