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Em 26 de fevereiro de 2020 surgiu a primeira suspeita de contágio pelo novo coronavírus em Juiz de Fora. No dia 13 de março, foi notificado o primeiro caso confirmado na cidade e, em 29 do mesmo mês, o primeiro óbito. Um ano depois, a cidade continua enfrentando a doença que já causou 60.918 notificações, 19.853 casos confirmados e 814 óbitos.

A prefeita Margarida Salomão assumiu a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) em 1º de janeiro e tomou, junto com à secretária de Saúde, Ana Pimentel, uma série de medidas para controlar a epidemia no município. Em um mês e meio de administração, foram criados mais 11 leitos de UTI-Covid, o que representou acréscimo de 10%. A vacinação também começou em janeiro pelos profissionais de Saúde da linha de frente da Covid-19 em idosos das Instituições de Longa Permanência (ILPIs), conforme prioridades estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS). Nesta sexta-feira (26), o total de imunizados com a primeira dose é de 20.831 e 11.812 já receberam também a segunda dose. O ritmo é imposto pelo envio de vacinas pelo governo federal. O processo segue orientações do Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação Contra à Covid-19 e de Notas Informativas do Estado de Minas Gerais.

A PJF já vacinou os trabalhadores dos hospitais (públicos e privados) que realizam atendimento da Covid-19; os trabalhadores do serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU); equipes de remoção de pacientes com suspeita de Covid-19; os trabalhadores dos serviços de atendimento hospitalar e pré-hospitalar de urgência e emergência (UPAs e PAs); os trabalhadores da área da saúde de laboratórios (públicos e privados) que realizam a coleta de amostra para exames de Covid-19. Também os trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) e Centros de Referência Covid-19; os trabalhadores envolvidos diretamente na atenção para casos suspeitos e confirmados de Covid-19; os trabalhadores da área da saúde de serviços especializados que atuam na prestação de serviços às unidades Covid-19, como clínicas de imagens e outros serviços terceirizados dentro da própria instituição.

Desde o começo da pandemia, a Prefeitura já destinou mais de R$ 87 milhões para a prevenção e o combate ao coronavírus. Os recursos foram aplicados em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), em materiais para realização de testes, medicamentos, aparelhos hospitalares, contratação de serviços, novos leitos e despesas com pessoal, entre outros. Cerca de cem profissionais foram contratados temporariamente, dentre médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos e nutricionistas.

Fórum em Defesa da Vida

A nova gestão municipal criou o Fórum em Defesa da Vida para articular ações de combate à pandemia com a participação de amplos setores da sociedade. Desde 7 de janeiro, o Fórum atua sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (SEDIC) e participação da Secretaria de Saúde (SS), Superintendência Regional de Saúde, instituições de pesquisa e entidades representativas do empresariado, trabalhadores, Ministério Público, Defensoria Pública, entre outras instituições da sociedade civil organizada.

A saída de Juiz de Fora do Programa Minas Consciente, do Governo Estadual, foi uma das questões discutidas no Fórum. “O Minas Consciente é um Programa muito importante, mas tem as características de ser estadual”, disse a prefeita Margarida Salomão à época. Ela levou em consideração uma demanda coletiva, expressa por manifestações de setores sociais, e deixou clara a intenção de “investir mais na nossa adequação sanitária, no que for mais adequado às nossas peculiaridades. A defesa da vida é prioridade do governo municipal”, ressaltou. Mais um passo foi dado em 18 de janeiro, com o lançamento do Plano Municipal de Imunização contra a Covid-19, o qual criou estratégias e a logística para imunização no município.

Para garantir a retomada segura das atividades econômicas e sociais na cidade, mantendo o equilíbrio entre saúde e economia no enfrentamento da pandemia da Covid-19, a Prefeitura criou, também em janeiro, o programa “Juiz de Fora pela Vida”, que estabelece as condições de funcionamento de cada atividade, de acordo com o enquadramento do município em cinco “faixas” de classificação: verde, amarela, laranja, vermelha e roxa.

O acompanhamento das questões problemáticas e a necessidade de recomendações para enfrentamento resultou na criação do Gabinete de Gestão de Crise da Covid-19, integrado por seis secretarias municipais, sob a coordenação da secretária de Saúde, Ana Pimentel.

No portal da PJF há uma página por meio da qual é possível acompanhar a transparência do poder público no tratamento das questões relacionadas ao coronavírus. Nela está o Painel Covid-19 com número de infectados, suspeitos, óbitos, ocupação dos leitos de UTI, bairros com mais casos. Na página ainda está o vacinômetro, com o número total de imunizados, além de informações importantes, como decretos expedidos, gastos no combate à pandemia, ações em apoio aos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente das unidades de saúde, além de perguntas e respostas para as principais dúvidas da população.

O aprimoramento das ferramentas de controle do processo de vacinação se deu com parceria da PJF com a UFJF e a utilização da plataforma Busco-Saúde. O sistema tem sido empregado no combate ao coronavírus e no monitoramento da vacinação, iniciada em 21 de janeiro. Ele permite armazenar e atualizar dados como o número de pessoas vacinadas, a quantidade de vacinas disponíveis, locais de aplicação e trabalhadores envolvidos no processo em tempo real. A plataforma confere maior segurança ao sistema de vacinação, já que será necessária a aplicação de duas doses do imunizante. A intenção é que o registro também seja utilizado para a realização de análises epidemiológicas sobre a pandemia em Juiz de Fora.

Outra parceria importante está sendo firmada com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A prefeita e a secretária de saúde se reuniram com o consultor nacional da instituição, Octávio Fernandes da Silva Filho, para confirmar o apoio ao município no enfrentamento à pandemia da Covid-19. A cidade contará com a orientação de uma equipe da Unidade Técnica de Vigilância da Opas.

Octavio Filho visitou as unidades de saúde para conhecer a estrutura e se reuniu com os subsecretários da Saúde para ser informado sobre as estratégias adotadas até agora. Serão consideradas ações já implementadas e outras a serem adotadas. “A Opas apoiará o município de Juiz de Fora no componente da assistência à Covid-19, acompanhando o trabalho dos profissionais de saúde do município da área de atenção primária, secundária, terciária e da vigilância”.

A recomendação permanente do uso da máscara e do isolamento social aliada à ampliação do número de leitos públicos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), impediram o colapso no sistema de Saúde. Antes da pandemia, o município dispunha de 108 vagas do Sistema Único de Saúde, Hoje são 210 (Covid e não-Covid), representando aumento de 94,5%.

A nova administração criou mais 11 leitos de UTI Covid ou 10% a mais em relação ao total: quatro no Hospital Ana Nery, dois no Hospital de Pronto Socorro Mozart Geraldo Teixeira (HPS) e cinco no Hospital Universitário (HU) da UFJF. A cidade passou a contar com 111 leitos exclusivos para pessoas contaminadas pelo coronavírus.

Os leitos de UTI para Covid no SUS estão distribuídos entre os hospitais da seguinte forma: Ana Nery, 28; HPS, Santa Casa e Monte Sinai, dez cada; HU, 13; Hospital Regional Dr. João Penido, 20; e Maternidade Therezinha de Jesus, também 20.

Ana Pimentel disse que o acréscimo promovido pelo atual governo “nos deixa, diante desse cenário de epidemia, com a garantia de acesso da população que precisar de internamento em UTI. Com esses leitos, conseguimos manter todos os pacientes adultos em Juiz de Fora,” afirmou.

Uma ajuda importante chegou ao município com a doação de dez máscaras em Ventilação Não Invasiva (VNI) com pressão positiva pelo Motirô, um grupo de voluntários que se uniu para contribuir na solução de problemas. O equipamento aumenta a oxigenação e, em vários casos, evita que o paciente evolua para a intubação orotraqueal. É montado com uma máscara de mergulho com adaptação em 3D que permite a ligação a um aparelho de ventilação. A vantagem em relação aos equipamentos tradicionais é que ela filtra todo o ar respirado pelo paciente, gerando menos risco de transmissão do vírus para os profissionais de saúde.

O uso das máscaras possibilita que um número maior de ventiladores mecânicos possam ser destinados para quadros clínicos de insuficiência respiratória grave, um dos sintomas presentes em casos da Covid-19. O número de equipamentos deve aumentar na rede pública, já que os professores da UFJF, Exuperry Costa, da Faculdade de Engenharia; Leonardo Olivi, também da Engenharia; Tiago Nascimento, da Faculdade de Enfermagem, e Aristides Perobelli, técnico-administrativo da Faculdade de Arquitetura, vão reproduzi-lo na cidade.
Prevenção e combate desde fevereiro de 2020

Parcerias firmadas pelo município tiveram repercussões positivas. A capacidade de testagem foi ampliada em abril de 2020, quando dois laboratórios da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também passaram a fazer exames. O material é coletado e transportado nas condições adequadas para as unidades do Instituto de Ciências Biológicas e da Faculdade de Farmácia. Até então, a cidade só contava com o laboratório da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.

A Secretaria de Saúde participou ativamente do processo. Os resultados obtidos pelos testes realizados na Universidade são lançados diretamente no sistema de gestão de resultados do estado e permanecem contabilizados nas estatísticas oficiais, diminuindo o quadro de subnotificação da doença no município.

Juiz de Fora passou a ter mais autonomia, com acesso ao resultado em 48 horas. Como recebiam o diagnóstico mais rápido, os pacientes puderam entrar em fase de isolamento e, assim, leitos covid, são desocupados com maior rapidez, caso a suspeita não se confirme. Além disso, a investigação de surtos se dá em prazo mais curto, o que amplia o controle epidemiológico.

Atenção especial foi dada ao preparo dos profissionais que receberam treinamentos em março. Servidores de todos os níveis de atenção à saúde foram reunidos para alinhar as informações sobre o coronavírus. A capacitação foi oferecida para os que atuam diretamente com atendimento ao cidadão e buscou o estabelecimento do manejo correto do problema. As capacitações também envolveram utilização correta de EPIs, o papel de cada um diante da epidemia e atualização dos protocolos.

Os médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) se encontram em processo de educação permanente, que tem consolidado a padronização da conduta aos casos de contaminação e contribuído no controle das condições sensíveis à atenção básica. O processo vem sendo desenvolvido através de ferramentas on-line, parceria entre a Secretaria de Saúde (SS) e a UFJF. Cerca de 120 médicos fazem parte desta ação. A troca de experiências também está se dando através de um grupo no WhatsApp. As videoconferências acontecem desde abril, duas vezes por semana, e já somam mais de 90 horas de trabalho.

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ganharam muita importância nesse período. Juiz de Fora tem trabalhado de forma ininterrupta para garantir materiais e insumos para todas as suas unidades de atenção básica, secundária e de urgência e emergência. Foram adquiridos mais de 3 milhões de itens, como máscaras cirúrgicas e N95, álcool líquido e em gel 70%, aventais descartáveis e cirúrgicos, lençóis, luvas de procedimento, óculos de proteção, face shield, toucas cirúrgicas, papel toalha e sabonete líquido.

Transparência

O lançamento do Portal Covid-19, criado pela Secretaria de Comunicação (Secom), específico para abordagens sobre o coronavírus, abriu um canal direto com a comunidade. Os juiz-foranos podem conferir índice de ocupação de leitos nas UTIs e enfermarias, número de óbitos e o boletim epidemiológico, entre outras informações, inclusive nos finais de semana e feriados. Os dados são atualizados diariamente. Na aba "Transparência" é possível acessar todas as despesas relacionadas ao enfrentamento da pandemia no município.

Desafios foram impostos à rede de assistência que precisou reorganizar os atendimentos de forma a evitar aglomerações nas unidades. Os servidores foram capacitados e criaram ferramentas e disciplinamento do acesso aos serviços, com objetivo de preservar usuários e profissionais.

As redes de atenção básica, secundária e de urgência e emergência elaboraram e implantaram Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para direcionar e operacionalizar o trabalho dos profissionais que atuam na linha de frente a pacientes com quadro de síndrome respiratória e gripal. O reordenamento dos trabalhos implicou na criação de duas equipes volantes para coleta de material para testes de coronavírus.

Enquanto isso, a SS, através de trabalho intersetorial, criou formulário de notificação on-line para casos de síndrome gripal. A ferramenta permite que a Vigilância Epidemiológica acompanhe em tempo real o número de casos notificados como suspeitos no município.
Prevenção

O Hospital de Pronto Socorro Mozart Geraldo Teixeira (HPS), o Pronto Atendimento Infantil (PAI) e a Regional Leste, foram sinalizadas com orientações para a população e servidores. Na entrada da recepção, foi anexado banner assinalando “área Covid”, para evitar entrada de pacientes que não têm quadro de síndrome respiratória/gripal. Ainda foram instaladas placas de orientação sobre processo de paramentação, lavagem das mãos e uso de álcool em gel para nortear o trabalho dos profissionais de saúde.

O HPS criou a Comissão Interna para Gerenciamento da Covid-19 e nomeou servidores para integrá-la. Junto com o Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (SCIRAS) e o Núcleo de Educação Permanente (NEP/HPS), seus integrantes ofereceram capacitação também sobre fluxos para atendimentos a pacientes com casos suspeitos ou confirmados de coronavírus, orientações de uso de EPIs e promoveram encontros com os funcionários de setores assistenciais para esclarecimento de dúvidas, fornecimento de orientações e recebimento de sugestões.

Mesmo sendo vocacionado para traumatologia, a instituição criou uma ala específica para “enfermaria Covid”, no terceiro andar, e área restrita no CTI. Além disso, estruturou consultório médico exclusivo para atendimento a sintomático respiratório, com definição de fluxo de entrada e de saída dos pacientes no ambiente hospitalar e sinalização de rota no interior da instituição.

Foto: Envato

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Juiz de Fora contra o Coronavírus | PJF
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