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No dia 20 de abril de 2020, entrou em vigência o Decreto Municipal nº 13.893, que tornava o uso de máscaras de proteção facial obrigatório no município de Juiz de Fora. Depois de um ano desde que o item foi implementado no combate ao coronavírus (Covid-19), é importante alertar que a escolha criteriosa e o uso correto da máscara são essenciais para conter a disseminação do vírus que possui elevada transmissibilidade, e mitigar os altos números de contágio da doença.

O médico cardiologista e intensivista, chefe do CTI Covid da Santa Casa de Misericórdia, Eduardo Borato, destaca a necessidade do uso das máscaras. “Cerca de 60% dos pacientes contaminados são assintomáticos. Esses pacientes, usando a máscara, evitam disseminar o vírus para outras pessoas. É preciso ter consciência de que temos a forma assintomática da doença em uma grande parte da população e você pode ser um deles. é uma consciência de sociedade e de espírito coletivo.”

A máscara como proteção individual e coletiva

A transmissão do vírus ocorre via respiratória, através do contato pessoal próximo com o doente, que pode liberar gotículas contendo micropartículas virais ou, ainda, através do contato com objetos/superfícies contaminadas. Por isso, a necessidade do distanciamento social, o uso do álcool em gel nas mãos e máscaras faciais, revestindo por completo boca e nariz.

O papel da máscara é criar uma barreira que filtra o ar e retém as partículas nocivas à saúde. Dessa forma, é preciso escolher adequadamente o modelo que oferece uma maior proteção para o indivíduo, existindo muitas variações desse item de segurança tão essencial.

Borato esclarece as principais diferenças entre os modelos mais usados. Segundo ele, as máscaras cirúrgicas são máscaras descartáveis que promovem maior proteção. Normalmente, apresentam três camadas, capazes de filtrar partículas menores. O arame na parte de cima molda o nariz deixando vazar menos ar e obrigando-o a passar por entre as camadas do tecido. Esse modelo está sendo reservado essencialmente para profissionais que estão em contato constante com pacientes.

A N95 é a máscara hospitalar em que, praticamente, não há vazamento. Todo o ar inalado e expirado passa pelas camadas de tecido, que filtram, inclusive, partículas virais. Este tipo está sendo reservado principalmente aos profissionais de saúde que estão em contato direto com os pacientes Covid.

As máscaras de tecido apresentam um grau de filtragem variável. Alguns tecidos são mais eficazes e promovem maior proteção; já outros filtram apenas as partículas maiores, não contendo micropartículas virais. É uma máscara que pode ser usada no cotidiano e apresenta uma determinada durabilidade. Idealmente, devem ser trocadas de duas em duas horas.

“A máscara cria uma barreira que protege em partes, mas não é 100%, além disso, tem-se observado pessoas usando exclusivamente o face shield. O uso desse equipamento de proteção sem o acompanhamento da máscara, não adianta nada, pois o ar não é devidamente filtrado. Na atual circunstância, o que protege mesmo é o distanciamento social.”, complementou o cardiologista.

Consciência e cuidado

Após mais de um ano de isolamento social e uso obrigatório de máscaras faciais, Clemene Selma, de 85 anos, ainda se preocupa em seguir corretamente todas as recomendações das autoridades médicas, saindo de casa apenas para o essencial, como consultas médicas, e prezando por cuidados como tirar os sapatos ao entrar em casa, higienizar roupas, compras de supermercado e as mãos, sempre que necessário. Clemene já tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e continua com os cuidados de higiene e uso de máscaras.

“Se as pessoas se cuidassem mais, usassem suas máscaras, álcool em gel e saíssem de casa criteriosamente para o essencial, as coisas estariam diferentes, bem diferentes", analisa Eduardo Borato.

Foto: Unsplah

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Juiz de Fora contra o Coronavírus | PJF
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