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O aumento da letalidade de gestantes e puérperas será tratado na live intitulada “Pandemia da Covid-19: a realidade da morte materna em Juiz de Fora, Minas Gerais e Brasil”, nesta quarta-feira, 26, às 20h, com transmissão pelo Facebook da Prefeitura. O debate busca criar estratégias para mudar este quadro e traz o que tem sido feito em Juiz de Fora, que dá atenção especial a este grupo.

O aumento do número de mortes de gestantes e puérperas que tiveram a forma mais grave da Covid-19 no Brasil é alertado por Regina Amélia Lopes Pessoa de Aguiar, consultora técnica da Coordenação Materno-Infantil da Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais. Ela conta que a letalidade em Minas chegou a 16% das grávidas que tiveram a forma mais grave da doença, bem acima da média nacional, que é de 9,4% e, que por sua vez, já é considerada elevada. O assunto será tratado por ela e pelos demais especialistas que vão participar da live da noite desta quarta-feira, 26.

Além de Regina, o evento virtual contará com as participações do ginecologista e obstetra do Departamento de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente (DSMCA), Alexandre Ronzani, e da integrante do Comitê Municipal de Prevenção à Mortalidade Materna, Shirlei de Sousa Araújo. A mediação ficará a cargo da enfermeira do DSMCA, Andréa Lanziotti.

Regina estuda os casos de morte materna por Covid-19 para tentar identificar as causas do problema. Ela estuda pontos como a relação com o acesso ao cuidado, a qualidade do cuidado e o receio de procurar ajuda, inserido no processo de negação da gravidade da pandemia, que pode levar a gestante a esperar demais. A consultora técnica acredita que o fenômeno pode estar sendo causado pelo somatório desses fatores. “O momento é de alerta e é fundamental que sejam seguidas as medidas preventivas, como o uso de máscaras e álcool em gel, lavar as mãos sempre que possível e manter o distanciamento social”, disse.

Mais do que nunca é recomendada a gravidez planejada e Regina ressalta que a medida mais eficaz contra o coronavírus é a vacinação em massa das gestantes. Entretanto, ela reconhece que o número de vacinas disponibilizado impede que isso aconteça no momento e lembra que a aquisição dos imunizantes é de responsabilidade do Governo Federal. A campanha de imunização das grávidas e puérperas com comorbidade contra a Covid-19 em Juiz de Fora é elogiada e diminui o problema.

O ginecologista e obstetra, Alexandre Ronzani, esclarece que a resposta imunológica das grávidas às infecções graves é diferenciada. A tendência é de mais complicações e agravamento do quadro, razão pela qual orienta cuidados especiais, que incluem vacinação, principalmente para as aquelas grávidas com comorbidades.

Shirlei de Sousa Araújo, enfermeira do Departamento de Vigilância Epidemiológica, espera que as gestantes sejam beneficiadas pela lei Nº 14.151 , já em vigor, que permite o home office e incentiva o isolamento social. Ela adiantou que a Vigilância Epidemiológica e Rede Cegonha ofereceram capacitação para a Atenção Primária para o avanço da assistência a este público.

Participantes da live

A situação em Minas Gerais e no Brasil será abordada por Regina Amélia Lopes Pessoa de Aguiar, professora associada aposentada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de consultora técnica da Coordenação Materno-Infantil da SES-MG.

O quadro local ficará a cargo de Shirlei de Souza Araújo, que é enfermeira do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do Setor de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, membro do Comitê Municipal de Prevenção e Mortalidade Materna e Mestranda em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

A atenção especial às grávidas será enfatizada pelo ginecologista e obstetra do DSMCA, Alexandre César Della Carza Ronzani. Ele também é professor da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora (Suprema) e integra o Comitê Municipal de Prevenção à Mortalidade Materna.

A mediadora Andréa Lanziotti é Enfermeira Obstetra graduada pela Faculdade de Enfermagem da UFJF, com Especialização em Enfermagem Obstétrica pela UFJF em parceria com Hospital Sophia Feldman; supervisora da Saúde da Mulher do DSMCA, membro do Comitê Municipal de Prevenção a Mortalidade Materna e referência técnica Municipal da Rede Cegonha.

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